A escravidão, Paulo e o evangelho de Cristo

1/08/2016 12:49:00 PM Gabriell Stevenson 0 Comments


Muitos críticos do cristianismo afirmam que Paulo e os demais apóstolos não fizeram nada a respeio da escravidão. Não pregaram nada sobre o seu fim e ainda escreveram cartas afirmando que os escravos deveriam servir bem os seus senhores. Em outras palavras, acusam o cristianismo primitivo de ter sido omisso em relação a essa questão. Mas seria mesmo o caso dos apóstolos não terem ensinado nada quanto a escravidão, no sentido de por fim a ela?

Leia a baixo o que diz o Dr. Donald A. Carson, professor e pesquisador do Novo Testamento da Trinity Evangelical Divinity School, sobre esse assunto.

Paulo e a escravidão:

"Veja o que diz o apóstolo Paulo em sua carta a Filemom a respeito de um escravo foragido chamado Onésimo. Paulo não diz que a escravidão deve ser abolida, porque isso simplesmente culminaria com a execução daquele escravo. Em vez disso, ele diz a Filemom que trate bem a Onésimo como um irmão em Cristo, assim como trataria o próprio Paulo."

"Depois, para deixar bem clara a situação, Paulo enfatiza: 'Lembre-se, você deve sua vida a mim por causa do evangelho'. A abolição da escravidão, portanto, ocorre pela transformação de homens e mulheres pelo evangelho, e não meramente pela mudança do sistema econômico."

O evangelho de Cristo e a escravidão:

"Todos nós já vimos o que acontece quando simplesmente se extingue um sistema econômico e se impõe uma nova ordem em seu lugar. O sonho comunista era ter um 'homem revolucionário' seguido do 'novo homem'. O problema é que os comunistas nunca encontraram esse 'novo homem'. Livraram-se dos opressores dos camponeses, mas isso não lhes deu liberdade imediata; passaram apenas para um novo regime de trevas."

"No fim das contas, se quisermos uma mudança que perdure, temos de transformar os corações dos seres humanos. [...] Vale também a pena fazer a pergunta que Sowell faz: 'como foi que a escravidão acabou?' Ele destaca que o ímpeto propulsor da abolição da escravidão foi o despertamento evangélico da Inglaterra. Os cristãos pressionaram pela abolição no Parlamento no início do século XIX e, por fim, usaram as canhoneiras inglesas para deter o tráfico no Atlântico."

"Cerca de 11 milhões de africanos foram levados para a América, e muitos não sobreviveram, ao passo que cerca de 13 milhões foram levados como escavos para o mundo árabe. Uma vez mais, foram os ingleses, impulsionados por pessoas cujo coração havia sido transformado por Cristo, que enviaram seus navios de guerra para o golfo Pérsico com o propósito de pôr um fim a isso."[1]

Texto: Gabriell Stevenson

REFERÊNCIA:
[1] STROBEL, Lee. Em Defesa de Cristo. São Paulo: ed. Vida, p. 176-177, 2001. Semeadores da Palavra. PDF.