Mudskippers: Maravilhas do lamaçal - Part.1

1/06/2016 01:32:00 PM Gabriell Stevenson 0 Comments


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Se você já viu um documentário da vida selvagem em manguezais tropicais, provavelmente deve ter observado mudskippers [...] Esse peixe incomum, com cerca de 15 cm de comprimento, pertende ao gênero Gobius (pequenos peixes marinhos)[1].

Enquanto estão na água, eles não parecem mais notáveis do que outros peixes. No entanto, uma vez que a maré se vai para expor os alagados, se torna um assunto completamente diferente. [...] Para se mover, um mudskipper se joga para a frente, fazendo "flexões" com suas nadadeiras peitorais, um tipo de locomoção chamado crutching (termo relacionado ao ato de andar com a ajuda de muletas)[2].

Quando dois mudskippers macho disputam território, eles estufam seus peitorais e mantêm a boca aberta, dando cabeçadas nas laterais do adversário. Essa cena cômica foi divertidamente capturada na série de TV sobre vida selvagem chamada "Life"[3]. O mais dramático é que um mudskipper pode tenar atrair a atenção de um companheiro por meio de um salto impressionante para o ar, seguido de um pouso deselegante.

O pior pesadelo de um criacionista?
Um peixe que passa a maior parte da vida na terra do que na água e "anda" sobre suas nadadeiras peitoraus é certamente uma raridade. Alguns evolucioinistas já se utilizaram do mudskipper como uma suposta evidência contra a criação bíblica. Em um conecido site anticriacionista, um blogueiro alegremente respondeu a uma imagem de dois mudskippers indonésios com o comentário: "Oh, não! O pior pesadelo dos criacionistas: um peixe caminhando!"[4]


Um vídeo online também expressa isso como um grande "pesadelo dos criacionistas"[5]. Entre as razões dadas estão o método incomum de respiração dos mudskipper e seus olhos originais (no topo da cabeça). No entanto, o golpe de misericórdia, de acordo com certos evolucionistas, é que "as nadadeiras dianteiras já não podem ser chamadas de barbatanas: elas são, claramente, uma transição entre barbatanas e pernas mais complexas, para andar sobre a terra". A conclusão triunfal alcançada? "Sabendo de tudo isso, como você pode sempre alegar que não existem espécies transitórias?"

Aceitando o desafio
Contrariamente a essas afirmações confiantes, esse peixe anfíbio fascinante e único não é, de forma alguma, um problema para aqueles que veem Gênesis 1-11 como um relato histórico literal. Periodicamente, a revista Creation tem confrontado noções evolucionistas sobre peixes estranhos e maravilhosos e animais como peixes, tais como o axolotl [6] e o brachionichthyidae,[7] semelhantemente mencionados como transições evolutivas ou atvismos. Então, o que dizer de mudskippers?

Suas nadadeiras peitorais robustas são distintas daquelas da maioria dos outros gobies, possuindo hipermobilidade articular devido à sua dupla articulação móvel. Os músculos das barbatanas também são incomuns, sendo divididos em seções que movem os raios da nadadeira são parcialmente desfeitos quando se deslocam sobre a terra, mas estão posicionados para dar o máximo de apoio para o pé sobre a lama[9]. A anatomia e a implantação dessas barbatanas fornecem a força necessária, flexibilidade, controle e amplitude de movimento para o estilo de vida do mudskipper no lamaçal.

Modificação evolutiva lenta e gradual desses órgãos cruciais de movimento exigiria muitas mutações simultâneas para o acréscimo de informação ocorrendo apenas nos lugares certos e nos momentos certos - mutações que alterassem o sistema músculo-esquelético, a fiação dos nervos e, mais importante, o desenvolvimento embrionário das barbatanas. Em vez disso, uma extena pesquisa sobre esses tipos de alterações genéticas complexas especificadas não forneceu nenhhuma evdência de que essas alterações genéticas complexas especificadas não forneceu nenhuma evidência de que essas alterações possam ocorrer, e muito menos em tais coincidências coordenadas, como seriam necessárias[10]. Além disso, cada mutação precisa fornecer umas vantagem distinta para os peixes, a fim de ser "fixada" pela seleção natural. A probabilidade de tudo isso ocorrer é muito pequena.

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Texto: Traduzido do original por Everton Fernandes Alves, mestre em Ciências da Saúde.
Fontes: Criacionismo e Creation Ministries International

REFERÊNCIAS:
[1] Outros nomes são "kangaroo fish" e "johnny jumpers".
[2] Pace CM, Gibb AC, Mudskipper pectoral fin kinematics in aquatic and terrestrial environmentes, J. Exp. Biol. 2009; 212(14):2279-2286.
[3] Episódio 4 "Fish, Série "Life" da BBC, Minutos: 17:10s-21:35s, apresentado pr David Attenborough, no YouTube. <https://goo.gl/mxMSz7>
[4] Comentários em pandasthumb.org. <http://goo.gl/83VBFB>
[5] Acessado no YouTube. <https://goo.gl/FxeNuS>
[6] O peixe axolotl pode transformar (em poucas semanas) seu estilo de vida aquática para terrestre, incluindo o encolhimento de suas brânquias e um aumento na função pulmonar. In: Dykes J. The Axolotl: The fish that walks? Creation 2005; 27(4):21-23. <http://goo.gl/bBIc8i>
[7] May K. Rare Australian fish has fins like hands, Creation 2006; 28(3):28-29. <http://goo.gl/66VFxO>
[8] Ref. 2, p. 2279. Em outros gobies, estes músculos abdutores superficialis são músculos simples (não-divididos).
[9] Ref. 2, p.2285.
[10] Sarfati J. Refuting Evolution 2. Powder Springs, GA: Creation Book Publishers, 2001, capítulo 5. <http://goo.gl/y5Quyt>