Um terço das espécies de dinossauros nunca existiu

1/22/2016 12:57:00 PM Gabriell Stevenson 0 Comments


De acordo com uma notícia lançada em 2009, muitos dinossauros podem enfrentar "um novo tipo de extinção". Uma nova teoria tem sugerido que ao menos 1/3 das espécies conhecidas de dinossauros talvez nem mesmo tenham existido.

De acordo com as análises conduzidas pelos paleontologistas Jack Horner, da Universidade Estadual de Montana, e Mark Goodwin, da Universidade da Califórnia em Berkeley, grande parte dos "jovens dinossauros não se assemelham a versões miniaturizadas de seus pais."

Um dos exemplos oferecidos pelos paleontólogos é o do Nanotyrannus, um animal classificado como parente de menor porte do terrível Tiranossauro Rex. Atualmente, este animal é visto por muitos especialistas como um exemplo de classificação incorreta, pois representaria, na verdade, apenas um Tiranossauro Rex juvenil. "Os fósseis que supostamente pertencem à espécie Nanotyrannus têm aparência semelhante à que um Tiranossauro Rex deveria ter em sua adolescência", aponta Horner. 

Segundo o pesquisador, na medida em que o Tiranossauro Rex ia crescendo, sua estrutura craniana passaria por mudanças drásticas. O crânio, então, se alterava de sua forma original alongada para o focinho e mandíbula curtos. Tal mudança proporcionava ao animal um maior consumo de alimentos.

Horner alega, ainda, que a prova decisiva para tal teoria foi o achado de um dinossauro fóssil que tinha tamanho intermediário entre o deum Tiranossauro Rex adulto e o de um Nanotyrannus.

Os triceratopes

De acordo com a notícia divulgada, "os paleontologistas também conseguiram uma coleção considerável de fósseis de triceratopes, representando animais que morreram em diversos estágios da vida, em um sítio do período cretáceo tardio (145,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás)", segundo a cronologia macroevolutiva, "em Hell Creek, no leste do Estado de Montana."

Os crânios recolhidos variavam entre "as de um prato e as de um crânio humano", e provinham de diversos animais. Quando os paleontologos começaram a estudar tais crânios, verificaram que os pequenos chifres retos dos animais mais jovens se transformavam na medida em que iam envelhecendo. Foi observado que os crânios mais jovens tinham as pontas de seus chifres viradas para trás, enquanto que as pontas dos crifres dos adultos eram viradas para frente; além de outras modificações que ocorriam no pescoço: "os ossos triangulares que formavam uma crista em torno do folho nos animais jovens se alongavam e achatavam, formando um escudo em forma de leque, nos exemplares mais velhos."

"Neste projeto de 10 anos, pudemos recolher uma série muito boa sobre o crescimento dos dinossauros, algo que ninguém havia visto antes, e assim acompanhamos essa transformação à medida que ocorria", segundo Goodwin. "Nós fomos capazes de documentar as mudanças extremas que ocorriam ao longo do crescimento, como por exemplo aquela que se refere à orientação dos chifres", complementou.

As avez modernas e os cervos como paralelo

Aves modernas também foram usadas para mostrar como mudanças entre exemplares jovens e adultos podem ocorrer drásticamente: "Os búceros, por exemplo, não ostentam sua característica estrutura de penas em forma de capacete até que tenham atingido três quartos do tamanho que terão como adultos."

Da mesma maneira como ocorre nos chifres de um cervo, essas penas possuem a finalidade de ajudar os demais animais a discernir entre aqueles que são adultos e os que são ainda jovens; o mesmo, supõe-se, era o motivo das modificações nos chifres dos triceratopes e na forma crâniana dos Tiranossauros Rex, bem como de vários outros dinossauros; isso ajudaria na "comunicação visual", afim de que os membros da mesma espécie pudessem se reconhecer entre eles mesmos.

É possível, também, que tais mudanças e composições diferênciadas ajudasse na distinção entre o sexo masculino e feminino dos dinossauros.

Conclusões

Tal pesquisa, porém, não é definitiva no que diz respeito as suas conclusões, pois muitas inferências precisam ser feitas, uma vez que não possuímos exemplares destes animais ainda vivos; para suprir essa necessidade, ao menos muitos mais fósseis precisariam ser descobertos, catalogados e comparados.
Fonte: Terra