Paleontologia confirma que cobras do passado possuíam patas

2/10/2016 07:28:00 PM Gabriell Stevenson 0 Comments


Sumário:
1. Os estudos
2. Implicações criacionistas
3. As cobras também falavam?

1. Os estudos

Um estudo publicado pela revista Science divulgado no ano passado pela Folha de S. Paulo afirma que cobras de fato já possuíram patas. O estudo fala a respeito de um fóssil de cobra que possuía quatro pequenas patas descoberto em território brasileiro, no Ceará, na Bacia do Araripe. [1]

A dúvida de que se este fóssil seria mesmo ou não de uma cobra pairou no ar, porém “os paleontólogos que a estudaram argumentam que sim”, entre outros motivos estão as “mais de 150 vértebras no tronco”, a “junta especial na mandíbula que permite grande abertura da boca para ingerir a presa” e as “escamas transversais no ventre” [1]:



O fóssil da Tetrapodophis amplectus, datado com cerca de 120 milhões de anos (segundo cronologia evolutiva) seria, portanto, uma prova incontestável da veracidade histórica de que as serpentes tiveram patas no passado.

Além deste fóssil brasileiro, existem o achado fóssil da Eupodophis descouensi, uma espécie descoberta no Líbano, e o da Najash Rionegrina, descoberta na Patagônia Argentina. Tais cobras seriam mais jovens que a de quatro patas encontrada no Brasil, tendo cerca de 90-95 milhões de anos (segundo cronologia evolutiva), e possuíam duas pequenas patinhas traseiras, com tornozelos e peqenos dedinhos, demonstrando uma perda gradual dos membros das cobras [2 e 3]:



2. Implicações criacionistas

Todos que já ouviram falar da história da criação em Gênesis conhecem sobre a maldição da cobra/serpente por ter enganado Eva e a induzido a comer do fruto proibido:

Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre rastejarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. (Gênesis 3.14)

Há uma concordância quase unanime entre os criacionistas bíblicos de que esta referência implica em dizer que as cobra/serpente, no passado, possuíam patas, que usavam para empurrar seu corpo no chão ou erguer-se sobre ele; algo semelhante a como os jacarés e crocodilos fazem para se movimentarem:



Tal ideia era bastante ridicularizada no passado e por isso, até hoje, alguns cristãos preferem crer que a última parte do versículo, onde se diz que a serpente “rastejará” sobre o corpo e “comerá pó” (uma clara força de expressão), na verdade refere-se a algum tipo de humilhação a satanás, condenando-o a perseguir o homem, uma vez que o primeiro homem foi feito do pó (ou do barro).  Contudo, grande maioria dos criacionistas e teólogos concorda que apenas o versículo quinze é que está efetivamente referindo-se a satanás, numa clara profecia sobre o nascimento de um salvador (Jesus), e que o versículo quatorze realmente sugere que as cobras tinham patas no passado.

O estudo da paleontologia tem evidenciado e corroborado para a posição da maioria: as cobras de fato já possuíram patas e o modelo criacionista sempre teve razão quanto a isso.

Uma análise do relato da criação em Gênesis, somada às descobertas e estudos da paleontologia, também nos revela que as cobras não perderam suas patas automaticamente depois que foram amaldiçoadas, mas que a função delas foi se deteriorando, até finalmente desaparecerem.

A perda de informação genética é perfeitamente prevista e comprovada, uma vez que as mutações são quase sempre maléficas ao invés de benéficas e a própria seleção natural atua mantendo e eliminando informação, mas nunca acrescentando [saiba mais aqui]. As cobras, portanto, perderam informação devido a maldição.

A idade dos fósseis também pode ser questionada, pois há muitos dados que comprovam o quanto as datações de rochas e fósseis podem ser contraditórias [4]. Dentro da cronologia bíblica do Gênesis, podemos levantar a hipótese de que desde Adão até muitas gerações posteriores, os seres humanos puderam observar como as cobras iam perdendo suas patinhas, ajudando-os a não se esquecerem da maldição lançada sobre elas, e permitindo que a história continuasse sendo passada de geração a geração até Moisés e nós.

Um filme adorável chamado "O Bom Dinossauro", que talvez ainda esteja em cartaz em alguns cinemas pelo Brasil, nos ajuda a ver numa incrível animação como possivelmente era a locomoção dessas cobras, e como usavam suas patas:


E mais uma vez, a Bíblia continua com a razão!

3. As cobras também falavam?

De maneira nenhuma! Nenhum cristão, em qualquer momento da história, pelo que se sabe, foi ensinado ou induzido a crer que as serpentes possuíam o dom, ou o mecanismo, da fala! É comum, no entanto, o ensino de que o próprio satanás, também chamado de "antiga serpente" (Apocalipse 12.9) se apossou do corpo deste animal e o usou para enganar Eva e fazê-la comer do fruto proíbido por Deus.

Tal ideia não é contrária ao que ensina a Bíblia sobre o poder dos demônios. No evangelho de Lucas, por exemplo, vemos: "E tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos..." (Lucas 8.33). Por tanto, foi satanás quem falou através da serpente e não o próprio animal quem tinha o mecanismo da fala.

Também vemos que o próprio Senhor Deus possui poder o suficiente para dar o dom da fala aos animais: "Então o Senhor abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?" (Números 22.28). Cristão algum, ou judeu, crê que este animal falou por si só. Mas foi o poder de Deus, como criador, que deu tal dom ao animal, mesmo que por um breve momento. Não cremos portanto em animais falantes, mas em forças sobrenaturais que influenciam de um modo ou de outro no mundo natural. Tal milagre torna-se perfeitamente plausível partindo do ponto de vista que o Deus judaico-cristão existe e é real!

Texto: Gabriell Stevenson

REFERÊNCIAS:
[1] LOPES, Reinaldo José. Folha de S. Paulo. Cobra com quatro patas viveu no ceará há 120 milhões de anos. <http://goo.gl/Pmd2Id>
[2] GERALDES, Helena. Público. Fóssil ajuda a perceber como as cobras deixaram de ter patas. <https://goo.gl/Gc7bIA>
[3] LOPES, Reinaldo José. Folha de S. Paulo. Avó das cobras possuía patas, tornozelos e dedos, diz estudo. <http://goo.gl/6obIMz>
[4] Criacionismo. Exame crítico da datação radioativa das rochas. <http://goo.gl/81G29i>