Oba-oba para pouca coisa: Ida - Part. 2

4/10/2016 05:49:00 PM Gabriell Stevenson 0 Comments


Part. 1 | Part. 2

Nota: O texto  seguir é a continuação da tradução do texto original Darwin fossil hyper-hype.

Sumário:
1. Introdução
2. As afirmações
3. Comentários
4. O que eles encontraram?
5. Evolucionistas estão céticos com relação a esse obra-oba
6. Preservação em xisto?
7. Estase
8. Adendo
9. Resumo

4. O que eles encontraram?

O artigo científico [8] não contém qualquer uma das declarações supervalorizadas que temos ouvido na mídia. Ele descreve um fóssil excepcionalmente bem-preservado de uma criatura parecida com um lêmure (95% completo), o que é bem incomum para fósseis primatas.

Os autores do artigo não encontraram o fóssil. O Dr. Jorn Hurum convenceu a University of Oslo a comprar a parte principal, de colecionadores particulares (custou um milhão de dólares). Isso significa que a tafonomia (os exatos locais e situação) do fóssil não é conhecida com certeza, embora ele tenha aparentemente vindo do Messel Pit, na Alemanha, que já é bem-estudado. Quando coletado em 1983, os colecionadores o partiram em duas peças e soldaram-nas separadamente. A metade inferior acabou em um useu particular em Wyoming, EUA, e foi estudado por jens Janzen (co-autor do artigo em questão), no começo dos anos 90. Ele percebeu que houve algum tratamento nele, a fim de fazê-lo parecer o mais completo possível. Os pesquisadores conseguiram juntar as duas partes para estudar. Usaram raios-X para distinguir o fóssil verdadeiro das partes adulteradas.

Com um fóssil tão completo, grande parte do artigo se ocupa com uma descrição detalhaa. O fóssil tem um padrão corpóreo básico e unhas e polegares como dos lêmures, mas faltam duas características que são exclusivas aos lêmures: uma pequenas garra sobre a unha e um dente afagador, usados para afagar outros membros da comunidade. Portanto, não se trata de "apenas um lêmure".

Não há nada no artigo que apoie as bizarras declarações feitas ao público leigo. A única seção relevante inclui uma tabela e discussão que afirma que a criatura tem mais similaridades à subordem primata Haplorrhini (que inclui os társios, macacos, chimpanzés e humanos) que à outra subordem, Strepsirrhini (que inclui lêmures, lorisídeos, etc.). Porém, os autores classificam o Darwinius como pertencendo a Strepsirrhini e disseram que não defendem nenhuma outra forma. Estranho... talvez tenham dito isso para passar pelos revisores, porque uma porposta de mudar o grupo que inclui Darwinius (Infraordem Adapformes), de uma subordem dos primatas para outra, certamente seria controversa, bem como muito difícil de justificar. mas, com a festa pública da mídia orquestrada, um atraso na publicação o artigo seria constrangedor. Todavia, a alegação de Ida ser totalmente relevante para a história evolutiva das orgines humanas depende que os autores estabelecessem justamente o que eles rejeitaram expressamente em seu artigo.

Além disso, não há absolutamente nenhum outro fóssil que ligue o Darwinius, ou seus parentes, a humanos ou mesmo a qualquer dos supostos ancestrais evolutivos do homem. Há uma lacuna de uns 40 milhões de anos evolutivos!

Olhando para o fóssil e a reconstrução do artista, me impressiona que a aparência seja tão irreconhecível. Se você visse essa criatura na floresta, você pensaria que é um lêmure, ou algo similar. Deveria ser do interesse dos evolucionistas que algo que eles dizem ter 47 milhões de anos de idade seja tão parecido aos primatas modernos como os lêmures.


(1. Fóssil do Darwinius masillae; o comprimento de sua calda é de 90 cm. 2. Reconstrução de como seria a Ida. 3. Espécie de lêmure, animais encontrados na ilha de Madagascar e em outras circundantes; assemelham-se aos símios, mas são dotados de focinho que lembram o da raposa, grandes olhos, pêlo lanoso muito macio e cauda geralmente longa e peluda; os lêmures podem ir dos 30 gramas - microcebus myoxinus - aos 10 kg - indri indri; as maiores espécies podiam chegar a mais de 240 kg, mas extinguiram-se desde que os humanos se estabeleceram em Madagascar.)

5. Evolucionistas estão céticos com relação a esse oba-oba

Interessante que vários evolucionistas estão criticando o oba-oba sobre este fóssil. An Gibbons, em um comentário no Science Now, [9] criticou:

" 'É um espécime extraordinariamente completo, maravilhoso, mas não está nos dizendo muita coisa que já não saibamos', disse a paleoantropóloga Elwyn Simons da Duke University em Durham, Carolina do Norte. 'Este é o elo primário de todos os humanos', disse Hurum à coletiva de imprensa. Muitos paleontólogos não estão convencidos. Eles apontam que a análise de Hurum e Gingerich comparou 30 traços do novo fóssil com primatas inferiores e primitivos, quando a prática padrão é analisar 200 a 400 traços e incluir antropóides do Egito e os novos fósseis de Eosimias, da Ásia, ambos os quais foram esquecidos na análise do artigo. 'Não há análise filogenética para apoiar as alegações, e os dados são selecionados', diz o paleontólogo Richard Kay, também da Duke University, Callum Ross, uma apelontóloga da University of Chicago em Illinois, concorda: 'Suas alegações de que este espécime seria classificado como um haplorhine é insuportável à luz dos modernos métodos de classificação.' "

6. Preservação em xisto?

O fóssil foi preservado em xisto. O xisto de Messel também tem muitos outros fósseis interessantes e bem-preservados. Ele supostamente se formou no assoalho de um lago criado por atividade vulcânica. Este assoalho, "cheio de água, aparentemente, de um jeito ou de outro acumulou gases que envenenaram os animais individualmente, episodicamente ou periodicamente [refs]. O resultado é uma fauna diversa de insetos, peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos excepcionalmente bem-preservados [refs]." [8] É de quebrar a cabeça pensar que gás poderia ter matado tantas criaturas em episódios repetidos.

Scienci News disse:

"Os cientistas acreditam que ela foi derrubada pelo dióxido de carbono, enquanto bebia do lago Messel: as águas paradas do lago eram frequentemente cobertas por uma camada de gás resultante das forças vulcânicas que formaram o lago e que ainda estavam ativas. Impedida por seu punho quebrado, Ida ficou inconsciente, caiu dentro do lago e afundou até o assoalho, onde as condições únicas preservaram-na por 47 milhões de anos". [2]

Há muito barulho por quase nada além de um fóssil muito bem preservado, pelo qual pagaram muito dinheiro.

Há uma mistura de fósseis de criaturas terrestres e aquáticas. O dióxido de carbono matou os peixes também? Deveria ter havido um período prolongado no qual o dióxido de carbono cobria as águas a fim de desoxigená-la e os peixes morrerem. E estes peixes inchariam e flutuariam, o que não contribui em nada para que fossem soterrados e preservados (fossilizados).

Ademais, como poderiam as criaturas serem preservadas em tantos detalhes, como a lenta acumulação de sedimentos no lago, mediante a abordagem evolucionista de longo tempo para a geologia? Até mesmo a silhueta da carne de Ida está preservada, e restos de sua última refeição (frutas e folhas).

Este poderia ser outro exemplo de soterramento catastrófico associado ao Dilúvio de Noé. Estudos recentes têm mostrado como rochas de granulação fina, como o xisto, podem se formar muito rapidamente, contrariamente às noções evolucionistas atuais.

7. Estase

Muitos outros fósseis interessantes e bem-preservados têm sido encontrados no sítio fossilífero de Messel. Alguns dos mais bem-preservados são claramente identificáveis, como um morcego, que é claramente um morcego - um micromorcego que provavelmente apresentava ecolocalização. Peixes encontrados, inclusive bowfins (amídeos), percas, peixes-agulha e enguias. Répteis, inclusive crocodilos, jacarés, tratarugas e uma cobra. E há até alguns pássaros e mamíferos. Considerando os supostos 47 milhões de anos de tempo, a similaridade de tantas dessas criaturas com os sobreviventes atuais falam de estase - criaturas reproduzindo "segundo a sua espécie", não evolução.

8. Adendo

Em dois artigos publicados, um na revista Proceedings of the National Academy of Sciences e outro no Journal of Human Evolution, os paleontólogos mostram que Darwinius não tem nada a ver com a ancestralidade humana: "Muitas linhas de evidência indicam que Darwinius não tem nada a ver com a evolução humana", diz Chris Kirk, professor de antropologia da University of Texas em Austin. Os autores mostram muito claramente que Darwinius está no grupo que inclui lêmures e tarsiers, que não tem características que lhe permitam ser classificado como um ancestral aos macacos. [10]


9. Resumo

Infelizmente, os ingênuos serão arrogantemente convencidos de que a evolução explica nossas origens, e, portanto, não têm nacessidade de um Criador. Mas há muito barulho por quase nada além de um fóssil muito bem-preservado, pelo qual pagaram muito dinheiro. No Ano de Darwin, os evolucionistas, especialmente os ateus, vão com muita sede ao pote, empurrando a evolução ao público. Se isso é o melhor que eles têm, os criacionistas que creem na Bíblia não têm nada a temer.

Fonte: Creation

REFERÊNCIAS:
[8] Franzen J.L., Gingerich P.D., Habersetzer J., Hurum J.H., von Koenigswald W., et al., Complete primate skeleton from the Middle Eocene of Messel in Germany: Morphology and Paleobiology. PLoS ONE 4(5): e5723 DOI: <http://goo.gl/HYPVH8>
[9] Gibbons, A., “Revolutionary” Fossil Fails to Dazzle Paleontologists, ScienceNOW Daily News, 19 maio 2009. <http://goo.gl/Ardsuw>
[10] Anthropologists say fossil was not ‘missing link’. <http://goo.gl/Lm5QTK>