Fatos que comprovam a impossibilidade de Jesus ter sobrevivido à cruz

7/15/2016 03:32:00 PM Gabriell Stevenson 0 Comments


Pode ser uma surpresa para muitos, assim como foi para mim, mas uma das objeções sobre a ressurreição de Jesus é a de que talvez ele possa ter sobrevivido à cruz. Então, ele teria reaparecido aos seus discípulos ainda vivo ao terceiro dia. Alexander Metherell, médico e engenheiro, por outro lado, refuta tal alegação comentando que devemos olhar desde o Jardim do Getsêmani para descobrirmos se seria possível ou não Jesus ter sobrevivido:

"[...] Jesus foi com seus discípulos para o monte das Oliveiras, especificamente ao jardim de Getsêmani. Ali, você deve lembrar, ele orou a noite inteira. Nesse processo, ele estava antevendo os eventos que ocorreriam no dia seguinte. Como sabia quanto sofrimento teria de suportar, foi bastante natural que experimentasse muito estresse psicológico." [1]

Devido a tal estresse, sabemos o que ocorreu: Jesus suou sangue (Lc 22.44). Logo após isso, Jesus foi preso e esbofeteado pelas autoridades judaicas; sua pele, a essa altura, devido ao suor de sangue, estava muito sensível, e as bofetadas que recebeu devem ter doido mais do que o comum.

Em seguida, Metherell nos direciona a olharmos para os açoites que Jesus sofreu:

"Os açoitamentos romanos eram famosos por serem terrivelmente brutais. O comum é que consistissem em 39 chicotadas, mas com frequência esse número era ultrapassado, dependendo do humor do soldado que as aplicava. O soldado usava um chicote de tiras de couro trançadas, com bolinhas de metal amarradas. Quando o açoite atingia a carne, essas bolinhas causavam hematomas ou contusões profundas, que se abriam nas chicotadas seguintes. Havia também, presos ao açoite, pedaços afiados de ossos, que cortavam a carne profundamente. As costas ficavam tão maltratadas que às vezes os cortes profundos chegavam a deixar a espinha exposta. As chicotadas cobriam toda a extensão do dorso, desde a nuca até o traseiro e as pernas. Era terrível [...] Um médico que estudou os castigos infligidos pelos romanos disse: "À medida que o açoitamento continuava, as lacerações atingiam os músculos inferiores que seguram o esqueleto, deixando penduradas tiras de carne ensanguentada". Um historiador do século III de nome Eusébio descreveu um açoitamento nestes termos: 'As veias do sofredor ficavam abertas, e os músculos, tendões e órgãos internos da vítima ficavam expostos". Sabemos que algumas pessoas morriam desse tipo de suplício antes de chegar a ser crucificadas. No mínimo, a vítima sofria dores terríveis e entrava em choque hipovolêmico [...] quer dizer que a pessoa está sofrendo os efeitos de perder grande quantidade de sangue [...] Isso ocasiona quatro coisas. Em primeiro lugar, o coração se esforça para bombear mais sangue, mas não tem de onde; em segundo lugar, a pressão sanguínea cai, causando desmaio ou colapso; em terceiro lugar, os rins param de produzir urina, para conservar o volume que sobrou; e em quarto lugar a pessoa fica com muita sede, pois o corpo pede por líquidos para repor o sangue que perdeu." [1]

Logo depois, Metherell nos orienta a refletirmos sobre a agonia da cruz:

"Ele deve ter sido deitado de costas, para que suas mãos pudessem ser pregadas em posição estendida na viga horizontal. Essa viga era chamada patibulum, até então separada da viga vertical, que estava fixada no chão de modo permanente [...] Os romanos usavam pregos grandes, com cerca de 15 centímetros, bem afiados. Com eles, atravessavam os pulsos [...] o prego atravessava o lugar por onde passa o nervo central. Esse é o maior nervo que vai até a mão, e era esmagado pelo prego [...] imagine este nervo sendo apertado e esmagado por um alicate [...] A sensação seria semelhante à que Jesus experimentou. [...] a crucificação é, em essência, uma lenta agonia até a morte por asfixia. A razão para isso é que a tensão dos músculos e do diafragma deixa o peito na posição de inalar. Para exalar, a pessoa tem de firmar-se sobre os pés, para aliviar por um pouco a tensão dos músculos. Ao fazer isso, o prego rasga o pé, até se prender contra os ossos do tarso. Depois de conseguir exalar, a pessoa pode relaxar e inalar novamente. Depois tem de empurrar-se novamente para cima, para exalar, esfregando suas costas esfoladas contra a madeira áspera da cruz. Isso se repete até que a exaustão total toma conta, e a pessoa não consegue mais se erguer para respirar. Ao diminuir a respiração, ela entra no que é chamado acidose respiratória: o dióxido de carbono no sangue é dissolvido em ácido carbônico, fazendo a acidez do sangue aumentar. Isso faz o coração bater de modo irregular. Quando seu coração começou a bater irregularmente, Jesus deve ter entendido que estava chegando a hora da morte, e disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Depois morreu de ataque cardíaco. [...]" [1]

Alexander Metherell deixa bem claro que era impossível que Jesus tivesse conseguido sobreviver a crucificação. Ademais, devemos lembrar que os soldados romanos foram conferir se Jesus de fato estava morto, enfiando na sua lateral a ponta de uma lança (Jo 19.30-34). Esses homens podiam não ser médicos, mas com certeza sabiam como matar uma pessoa e sua conclusão foi que Jesus realmente estava morto.




REFERÊNCIA:
[1] STROBEL, Lee. Em Defesa de Cristo, Vida, p. 203 -207, 2002